Pognation

May the POG be with you!

Começando no Erlang

Olá, sou o mais novo membro do Pognation (vulgo blog do Stallone xD) e vou começar a postar sobre minhas experiências malucas com linguagens, começando com ERLANG.

Segundo o sagrado Wikipedia, Erlang é uma linguagem de programação concorrente e funcional, dinâmicamente tipada. Originalmente desenvolvida pela Ericsson, liberada como opensource em 1998.

O paradigma funcional (Haskell, OCaml, F#, só para citar alguns outros exemplos) é difícil de “digerir” para o desenvolvedor acostumado somente com Orientação a Objetos (no meu caso, Delphi, Ruby, C#, Java, Python). Mas como acredito que aprender uma linguagem nova me torna melhor em outras (know your enemy! Brincadeirinha ^^), vamos matar esse leão!

Ah, estou no Archlinux, então se virem para instalar o Erlang em suas distros favoritas :P

01 - Instaladno o Erlang
# pacman -S erlang

Assim teremos o ambiente Erlang instalado e sua shell, o erl.

Abra a shell do Erlang:

$ erl
Erlang (BEAM) emulator version 5.6.3 [source] [smp:2] [async-threads:0] [hipe] [kernel-poll:false]
Eshell V5.6.3  (abort with ^G)
1>

Vamos brincar com a calculadora:

1> 4*4.
16
2>

OBS.: Nunca se esqueça do ponto(.) no final da expressão!

Ficar mofando no shell é maçante, então vamos criar um programa de exemplo (feche o erl com CTRL + C, depois A):

Abra seu editor favorito e crie o arquivo exemplo.erl com este conteúdo:

-module(exemplo).
-export([double/1]).
double(X) -> 2*X.

Programação funcional é meio estranha, mas não é difícil entender que este programa dobra o valor de um número.

Agora abra o erl novamente, na mesma pasta do programa de teste e compile-o:

1> c(exemplo).
{ok,exemplo}

E agora veja o resultado chamando o nosso “programa”:

2> exemplo:double(10).
20
3>

Agora vamos explicar algumas coisas neste programa:

-module(exemplo).

Programas Erlang são criados em arquivos de texto com a extensão .erl, e o nome do arquivo deve ser igual ao nome do módulo(uma convenção semelhante ao Java). Quando usamos uma função em outro módulo, a sintaxe padrão é nome_do_módulo:nome_da_função(argumentos). Por isso temos:

2> exemplo:double(10).

A segunda linha do programa nos informa que o módulo exemplo contém uma função chamada double que recebe um argumento(X em nosso exemplo) e que esta função pode ser chamada fora do módulo exemplo(algo como encapsulamento público):

-export([double/1]).

Tudo bem até aqui, certo? Respirem fundo para o exemplo clássico de programa que calcula o fatorial de um número:

fatorial.erl
-module(fatorial).
-export([fac/1]).
fac(1) -> 1;
fac(N) -> N * fac(N - 1).

Compile o programa no erl:

1> c(fatorial).
{ok,fatorial}

E faça um teste calculando o fatorial de 4:

2> fatorial:fac(4).
24

Agora vamos às explicações:

A primeira linha de código da função:

fac(1) -> 1;

Nos diz que o fatorial de 1 é 1, e o “;” indica que há mais “exemplos” desta função.

Na segunda e última linha:

fac(N) -> N * fac(N-1).

Utilizamos a recursividade para calcular o fatorial do argumento que será passado à função, aliás, acostumem-se com isso, pois loops são todos feitos assim no Erlang! *head explodes*

Esse foi o primeiro de uma série de posts sobre minhas aventuras no paradigma funcional, estou aprendendo ainda, mas espero poder dividir isto com a galera esperta que frequenta o blog :)

Julho 18, 2008 Escrito por linuxlich | Erlang, programação | , | 1 Comentário

Django Pagination - Paginação fácil no Django

Estava eu, rodando pela internet no site da comunidade oficial do django quando me deparei com dois novos screencasts nesse site, e como sou bem curioso fui olhar.

O primeiro nem me chamou muito a atenção, a não ser pelo nível de organização do cara que é bastante interessante, porém no segundo ele apresentou uma aplicação chamada django-pagination, que torna muito fácil fazer paginação utilizando o framework django.

A utilização da mesma se dá de maneira bem fácil e é sobre isso que vou discorrer neste artigo, de acordo com as alterações que o autor do artigo original citou no screencast.

01 - Instalando a django-pagination para ser usada em todos os projetos;

Como feito no primeiro screencast (que citei o site acima) eu instalei a django-pagination junto com o meu django e em seguida linkei para o site-packages para poder ser usada em qualquer projeto, vamos então aos passos:

a) Baixe o source do google-source pelo SVN:

# cd /var/www/apps/python/
svn checkout http://django-pagination.googlecode.com/svn/trunk/ django-pagination

Logo após terminar, registre no site-packages do seu sistema, como eu uso o Archlinux, e sendo ele um *nix que suporta bash… resolvi usar o script pylink citado pelo autor para fazê-lo de maneira mais prática:

b) Crie o script em um arquivo chamado pylink:

pylink
#!/bin/bash
ln -s `pwd`/$1 `python -c “from distutils.sysconfig import get_python_lib; print get_python_lib()”`/$1

c) Dê permissão para que os usuários possam utilizá-lo:

# chmod 755 pylink

Aqui no Archlinux eu também linkei ele para uma pasta de binários locais que eu utilizo:

# ln -s `pwd`/pylink /usr/local/bin/pylink

d) Agora é só utilizá-lo para adicionar o pagination no site-packages do seu sistema:

# cd django-pagination/
# pylink pagination

Com o django-pagination instalado podemos então modifcar o projeto:

02 - Alterando o arquivo settings.py do projeto;

Primeiramente é preciso adicionar os TEMPLATES_CONTEXT_PROCESSORS logo embaixo das MIDDLEWARE_CLASSES no arquivo settings.py do projeto no qual estaremos instalando a aplicação django-pagination:

settings.py
TEMPLATE_CONTEXT_PROCESSORS = (
“django.core.context_processors.auth”,
“django.core.context_processors.debug”,
“django.core.context_processors.i18n”,
“django.core.context_processors.media”,
“django.core.context_processors.request”,
)

Logo após também é necessário adicionar a aplicação pagination no seu settings.py:

settings.py
INSTALLED_APPS = (
‘django.contrib.auth’,
‘django.contrib.contenttypes’,
‘django.contrib.sessions’,
‘django.contrib.sites’,
‘django.contrib.admin’,
‘twitter’,
‘pagination’,
)

E, em seguida adicionar o middleware da aplicação também no arquivo settings.py do projeto:

settings.py
MIDDLEWARE_CLASSES = (
‘django.middleware.common.CommonMiddleware’,
‘django.contrib.sessions.middleware.SessionMiddleware’,
‘django.contrib.auth.middleware.AuthenticationMiddleware’,
‘django.middleware.doc.XViewMiddleware’,
‘pagination.middleware.PaginationMiddleware’,
)

Por incrível que pareça não é necessário alterar nada nos models nem nas views do projeto e simplesmente alterando o templete conseguimos implementar a paginação utilizando a django-pagination.

03 - Alterando o template:

As alterações no template consistem em:

a) Adicionar a tag {% load pagination_tags %} no topo do template:

public.html
{% load pagination_tags %}
<html>

b) Adicionar a tag {% autopaginate v n %} antes do loop que vai preencher a página. Onde v é a variável que contém os registros que vamos carregar no loop e n é o número de registros que queremos exibir por página, sendo o n padrão igual a 20. Segue um exemplo:

public.html
{% autopaginate tweets 10 %}
{% for tweet in tweets %}
<p><b>{{ tweet.user.username }}</b> said: {{ tweet.message }}</p>
{% endfor %}

c) Adicionar a tag {% paginate %} logo após o loop, para aparecer o rodapé de navegação na página:

public.html
{% autopaginate tweets 10 %}
{% for tweet in tweets %}
<p><b>{{ tweet.user.username }}</b> said: {{ tweet.message }}</p>
{% endfor %}
{% paginate %}

E vualá, você terá 10 registros sendo exibidos por página…

Você pode se perguntar: Eu estou carregando todos os registros para somente apresentar 10 por vez, e vou recarregar toda vez que eu mudar de página? Isso vai ficar muito lento!

Exatamente, se você adicionar a tag {% autopaginate v n %} antes do seu loop só serão carregados os registros dá página em que você estará navegando. Então segundo as palavras do próprio autor: Você não precisa nem hesitar em não usar a django-pagination em seus projetos.

Obrigado pela atenção e até a próxima.

Julho 18, 2008 Escrito por pognation | Django, Python, programação | , , , , , , , | 3 Comentários

Desligando o Linux com o botão Power do Computador

Essa já não é novidade nenhuma e eu tenho plena certeza de que há mais meios de configurar esta tarefa porém nenhuma mais POG do que esta.

Na realidade não tão POG, pois o nosso amigo Gnome utiliza-se da mesma técnica que o Paulo Matias usou para realizar esta simples tarefa. Então vamos à grande explicação com um pouco de história.

Estava eu, sentado na frente do computador, quando tive a brilhante idéia de que meu Linux não tinha algum monitor do botão de power, e sempre conversando com o Paulo via Jabber ou IRC terminei falando pra ele, pois num teste recente pude conferir que o FreeBSD já vinha com essa opção ativada por padrão.

O que me assustou foi que ele já veio falando todos os métodos de como montar a tal e já tendo em mente todas as possíveis linguagens de programação (na mente dele Python e C) logo pensando no quesito de que o arquivo iria ficar aberto pelo tempo que o computador ficasse ligado, o Paulo levou em consideração criar o programa na linguagem C.

A técnica se baseia em ter um arquivo aberto sendo lido sempre para que quando você apertar o botão de liga/desliga do computador (não o do teclado) o mesmo acesse o arquivo e desligue o computador.

Eu realizei os testes no meu Archlinux, e como o Paulo também usa Archlinux, tudo ocorreu como esperado, vamos então a instalação e configuração de tal script.

A instalação dá-se de maneira bem simples, copie e cole o código abaixo em um arquivo com nome de acpi-power-button-monitor.c em qualquer lugar de seu computador (no meu caso eu copiei na ~/).

acpi-power-button-monitor.c

/* ACPI power button monitor.
* Copyright (c) 2008 Paulo Matias
*
* Redistribution and use in source and binary forms, with or without
* modification, are permitted provided that the following conditions are
* met:
*
*   1. Redistributions of source code must retain the above copyright
*      notice, this list of conditions and the following disclaimer.
*   2. Redistributions in binary form must reproduce the above copyright
*      notice, this list of conditions and the following disclaimer in the
*      documentation and/or other materials provided with the distribution.
*   3. The name of the author may not be used to endorse or promote
*      products derived from this software without specific prior written
*      permission.
*
* THIS SOFTWARE IS PROVIDED BY THE AUTHOR ``AS IS'' AND ANY EXPRESS OR
* IMPLIED WARRANTIES, INCLUDING, BUT NOT LIMITED TO, THE IMPLIED WARRANTIES
* OF MERCHANTABILITY AND FITNESS FOR A PARTICULAR PURPOSE ARE DISCLAIMED. IN
* NO EVENT SHALL THE AUTHOR BE LIABLE FOR ANY DIRECT, INDIRECT, INCIDENTAL,
* SPECIAL, EXEMPLARY, OR CONSEQUENTIAL DAMAGES (INCLUDING, BUT NOT LIMITED
* TO, PROCUREMENT OF SUBSTITUTE GOODS OR SERVICES; LOSS OF USE, DATA, OR
* PROFITS; OR BUSINESS INTERRUPTION) HOWEVER CAUSED AND ON ANY THEORY OF
* LIABILITY, WHETHER IN CONTRACT, STRICT LIABILITY, OR TORT (INCLUDING
* NEGLIGENCE OR OTHERWISE) ARISING IN ANY WAY OUT OF THE USE OF THIS
* SOFTWARE, EVEN IF ADVISED OF THE POSSIBILITY OF SUCH DAMAGE.
*/

#include <stdio.h>
#include <stdlib.h>
#include <assert.h>

int main() {
        static char buf[128];
        FILE *fp;

        assert((fp = fopen("/proc/acpi/event", "r")));

        while(1) {
                fgets(buf, sizeof(buf), fp);
                if(!strcmp(strtok(buf, " "), "button/power")) {
                        system("halt");
                        break;
                }
        }

        fclose(fp);

        return 0;
}

Depois só precisamos compilar o código com o seguinte comando:

$ gcc -Os acpi-power-button-monitor.c -o acpi-power-button-monitor

E então copiar o arquivo compilado (programa já pronto para execução) para a pasta padrão dos programas da sua distribuição Linux. No caso do Archlinux esta pasta fica em /usr/bin:

# mv acpi-power-button-monitor /usr/bin
# chmod 755 /usr/bin/acpi-power-button-monitor

E depois também precisamos chamar este programa na inicialização do Linux, modificando no arquivo /etc/rc.local no caso do Archlinux:

# vi /etc/rc.local

#!/bin/bash
#
# /etc/rc.local: Local multi-user startup script.
#
/usr/bin/acpi-power-button-monitor &

Com o programa sendo inicializado juntamente com o Linux, podemos então simplesmente testá-lo a partir da próxima vez que ligarmos o computador.

Lembrando que o mesmo consome 380Bytes de memória ram, irrisório para os computadores de hoje.

Obrigado e até a próxima.

Julho 2, 2008 Escrito por pognation | Archlinux, Linux | , , , , , , | 2 Comentários